viernes, 12 de abril de 2013

Aprendendo sobre Artes Visuais


A visualidade da dor

Situada a beira de uma das vias mais movimentadas de Macapá, que liga o centro comercial a zona norte da cidade, esta casa cheias de fitas e faixas pintadas sempre me chamou atenção pelo seu apelo visual. Entretanto, por não se tratar de um local que fosse do meu cotidiano, e um local de tráfego intenso e pouco estacionamento, sempre adiava uma parada para um olhar mais aprofundado.



Porém, a mudança de familiares para um bairro próximo, e a passagem mais frequente pela rua notei que o exagero dos adornos esvoaçantes e coloridos que a priori associara a publicidades rústica, tinha um contexto totalmente diferente.

Para meu espanto e curiosidade, tudo que ali estava pintado estava relacionado a um desabafo de alguém para com as instâncias do poder. O problema é que passou-se o tempo e os governantes e, nada desse processo cessar, pelo contrário, as imagens  aumentaram tanto que tomaram toda a fachada do prédio. 

Resolvi então dar uma parada rápida e fotografar um pouco, um forma mesmo de sondagem para um trabalho posterior. Confesso que de início esse "processo criativo" me remeteu ao trabalho do poeta Gentileza. 




Meu intuito era fazer umas fotos rápidas da fachada, contudo, fui abordado por uma pessoa que me fez um convite quase forçado para visitar o interior da casa. Esse sujeito saiu me direcionando por todos os cômodos do imóvel pedindo para fotografar tudo, descrevendo todos os processos de produção e materiais recolhidos para novos objetos, tentando sem muito sucesso me explicar o era aquilo que estava a minha frente.




De repente, percebi que estava caminhando por vários cubículos da casa, um verdadeiro labirinto de faixas  com frases pesadas e tensas e com uma pessoa que estava totalmente atormentado e obcecado com esse processo. Só assim, me dei conta que essa pessoa era o autor dessa "construção surreal", controlei minha  inquietude e passei a tentar conversar e entender o que ele queria que eu fotografasse. 


Ele me explicou que fora atropelado por um carro oficial, não deixando claro o órgão e ficou com cicatrizes e sequelas que o levou a perder a família, etc. Ele dizia que vivia a base de medicamentos 24 hs, e com uma dor que não passava de jeito nenhum. Tudo naquela casa tinha algo grifado com sua revolta e expressão de sua dor.


Confesso que foi um dos 15 minutos mais atormentados da minha vida, sai do local tão impregnado com o que vi que demorei a esquecer  a experiência. Acredito que só voltarei ali com alguém especialista, de  uma impressão inicial dos trabalhos do Gentileza, sai convicto que estava mais próximo do Bispo do Rosário.

Abraços a todos.











quarta-feira, 3 de abril de 2013


Pinturas ultrarrealistas confundem e parecem fotos

Em
 Uma primeira olhada, qualquer um há de imaginar que as imagens acima se tratam de fotos. Porém, são pinturas a óleo, feitas pelo artista Robin Eley

domingo, 17 de março de 2013


Professora e estudantes da UNIVASF iniciam projeto inovador em Ecodesign e Indústria Criativa


O que fazer com um sábado à tarde, materiais da universidade que seriam descartados no lixo, um laboratório de Artes Visuais (Laboratório de Produção Didática em Artes Visuais - LAPDAVIS) sem estantes, armários, para os tantos materiais didáticos que conseguimos e muita criatividade e desejo de inovação no  Vale do São Francisco?

Pois bem, estas inquietações foram mote de estímulo à professora Flávia Pedrosa Vasconcelos, do Colegiado de Artes Visuais, da Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF, para a construção, com apoio de discentes da Licenciatura em Artes Visuais e um discente de Engenharia da Computação, do projeto Ecodesign e Artes Visuais: a indústria criativa na produção de mobiliário sustentável na universidade. 

Tem como objetivos, desta forma: construir mobiliário sustentável para o LAPDAVIS e espaços do campus UNIVASF Juazeiro à curto prazo e à longo prazo, construir mobiliário sustentável para todos os campus da UNIVASF.

O referido projeto foi aprovado com o projeto de extensão via Edital da Pró-Reitoria de Extensão - PROEX da UNIVASF 2013-2014 e está cadastrado em um convênio de investigação do Grupo de Pesquisa Multi, Inter e Trans - MITA - CNPQ, coordenado pela professora Flávia, com a pesquisadora portuguesa Teresa Maria de Castro Almeida, da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Portugal e o Doutorado em Educação Artística da mesma instituição.

Segue abaixo fotos, do primeiro encontro com os discentes participantes e os materiais doados para o projeto***.

 Da esquerda para direita: Discente Voluntário Pesquisador (PIBEX) Renan Alencar, Discente Bolsista Pesquisador (PIBIC) Paulo Vinícius, DiscenteVoluntário Pesquisador (PIBEX)  Jamisson Félix, Discente Voluntária Pesquisadora (PIBEX)  Kathianne Souza e Discente Bolsista Pesquisadora (PIBEX) Ana Emídia. 

Da esquerda p/ direita:  Discente Voluntário Pesquisador (PIBEX) Danilson Vasconcelos e Jamisson Félix

 Ana Emídia e Paulo Vinícius planejando via Blender


 O nosso "baú dos tesouros" - projeto

Danilson e Jamisson aplainando as tábuas


*** Ressalta-se que o projeto procura apoio de empresas que desejem doar materiais como tintas, luvas, protetores auriculares, entre outros, necessários à produção de mobiliário com design contemporâneo. As empresas parceiras do projeto terão sua logomarca em cartazes, banners, adesivos relativos ao projeto e serão consideradas empresas que apoiam a sustentabilidade no Vale do São Francisco. O projeto terá em breve um sítio disponível no domínio virtual da UNIVASF. No momento, está sendo divulgado no blog da professora Flávia:www.flapedrosa.blogspot.com

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


CURSOS DE EXTENSÃO EM EAD GRÁTIS



NARRATIVAS E VISUALIDADES – CURSOS DE EXTENSÃO EM EAD é um projeto de extensão da Universidade Federal do Vale do São Francisco, coordenado pelo Prof. Me. Fulvio Torres Flores e pela Profa. Dra. Graziela Maria Lisboa Pinheiro, que abre agora inscrições para seus 10 cursos nas áreas de Artes, Literatura, Artes Visuais, Filosofia e Educação. Os cursos são oferecidos via plataforma Moodle por docentes da Univasf e de outras instituições de ensino superior público e privado do Brasil.


Todos os cursos são gratuitos e abertos a interessados nessas áreas. Recomenda-se que tenham acesso à internet banda larga. Todos os cursos terão 40 horas, com início em 1o. De abril e término em 23 de junho de 2013. Aqueles que concluírem satisfatoriamente o curso receberão certificado de participação registrado na Pró-Reitoria de Extensão da Univasf. A seleção será realizada por meio de ficha de inscrição disponível no site do projeto.

Para conhecer o website do projeto, acesse: www.narravis.com

Para ir diretamente à página de cursos, acesse: www.narravis.com.br/cursosoferecidos2013_1.html

Por Flávia Pedrosa Vasconcelos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Games são arte?


 por Aline Ridolfi, Estado de São Paulo


Matéria de Aline Ridolfi originalmente publicada no caderno Link do jornal Estado de S. Paulo em 17 de fevereiro de 2013.


O MoMA abre em março sua mais nova exposição com uma coleção de 14 games e divide opiniões sobre o valor artístico dos jogos

NOVA YORK – A nova seção do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York divide opiniões. A partir de março, as obras de Frida Kahlo, Henri Matisse, Andy Warhol e Pablo Picasso que fazem parte do acervo permanente vão dividir as atenções dos visitantes com Pac-Man, Sim City e Minecraft, entre outros games, adquiridos pelo museu.
A decisão foi considerada ousada mesmo para um dos mais importantes museus de arte do mundo. “Estamos muito orgulhosos de anunciar que o MoMA adquiriu uma seleção de 14 games, os primeiros de uma lista de cerca de 40 a serem adquiridos em um futuro próximo”, disse com entusiasmo Paola Antonelli, curadora sênior do departamento de arquitetura e design do MoMA. O museu inaugura oficialmente em 2 de março não apenas a exposição desses itens, mas também uma nova seção para comportá-los.
Quem passar pela galeria Philip Johnson vai visualizar e interagir com os títulos escolhidos. Em uma viagem pelo tempo, os visitantes vão poder observar a evolução dos jogos desde os primeiros games produzidos em massa, com Pac-Man (de 1980), até versões mais elaboradas e recentes, como Canabalt, lançado quase 30 anos depois. Quem quiser também vai poder jogá-los no museu.
“Videogames são o melhor exemplo de design interativo. Nosso trabalho no museu é documentar o que acontece de relevante para a sociedade”, disse Paola Antonelli ao Link. Responsável pela escolha dos títulos incluídos no acervo, a curadora confessa que ela e sua equipe – composta por gamers de todos os níveis, acadêmicos, especialistas em conservação e distribuição digital, historiadores e críticos – fizeram questão de testar pessoalmente inúmeros jogos para garantir que a seleção representasse o conceito da coleção.
Nova estética. Mas videogame é arte? Para Paola, a resposta é sim e está documentada em um post assinado por ela no blog do MoMA. Quando perguntada a respeito ela não nega, mas enfatiza o caráter de registro que justifica a iniciativa do museu. “Não criamos hierarquias. Os videogames são artefatos que realmente representam a cultura e o design da nossa época”, diz.
Como em todas as outras coleções do museu, a intenção da curadoria é valorizar “itens que combinem relevância histórica e cultural, expressão estética, visões inovadoras de tecnologia e comportamento, e uma boa síntese de materiais e técnicas que alcancem sua meta inicial”, afirma Paola.
Christiane Paul, curadora adjunta de artes das novas mídias do Museu Whitney de Arte Americana e autora do livro Digital Art (sem edição brasileira), diz que os games são “uma nova forma de cultura” e reconhece a importância da aquisição do MoMA também pelo registro histórico. Mas, apesar de acreditar que os games são representantes da nossa era, Christiane discorda do valor artístico da coleção. “Não acredito que videogames se são uma forma de arte no contexto das belas artes – do mesmo jeito que jogos de tabuleiro e de carteado ou revistas e jornais também não podem ser considerados arte”, diz ela. “Qualquer tipo de jogo envolve a arte do design gráfico, ou escultura, ou design interativo, mas isso não significa que o game em si possa ser considerado automaticamente uma obra de arte.”
Muitos jogos são violentos, o que pode parecer antiético do ponto de vista artístico, mas eles também têm cenários complexos e sofisticados dignos de – por que não – uma obra de arte. “Não consideraria Quake ou Doom obras artísticas, mas ao mesmo tempo não nego que eles são fundamentais para a história da representação gráfica em mundos virtuais”, diz ela
Para os que pensam que os videogames são apenas brincadeiras de criança (ou de adultos imaturos), o MoMA rebate afirmando que eles não só são retratos de uma geração como também podem ser considerados itens revolucionários – aproximando essa nova coleção de outras mais tradicionais.
Como pontuam seus apoiadores, os cenários e narrativas desenvolvidos nos jogos ganham vida através do comportamento de seus jogadores, não só individualmente, mas também no coletivo. Um jogo criado com um propósito específico pode ser usado de forma educativa, social, para testar novas experiências e até mesmo induzir emoções.
A passagem por cenários diferentes, as narrativas não-lineares que desafiam a compreensão espaço-tempo e a evolução estética das novas tecnologias são todos elementos que devem ser levados em conta para fazer a análise de um jogo digital, assim como em grandes obras de arte. “Existem alguns projetos de games que podem ser considerados arte, e arte em games tem se tornado um gênero importante da prática artística nos últimos 15 anos”, diz Christiane. “Porém, se todos os games que o MoMA adquiriu podem ser considerados arte é uma questão que segue em discussão.

http://www.canalcontemporaneo.art.br/brasa/archives/005351.html

(Erinaldo Alves)

domingo, 20 de janeiro de 2013


As Pin-ups americanas


Ultimamente tenho acompanhando as postagens de Erinaldo sobre a imagem da mulher, e confesso que me diverti com as fotografias das musas do século XIX, mas também me surpreendi em perceber como o nosso gosto foi moldado no tocante ao corpo feminino nesses poucos mais de cem anos.

Na minha adolescência tenho lembrança que pouco tive acesso aquelas imagens, lembro que as relacionava a um passado distante, cafona, etc. Na verdade, a turma dos anos de 1970/80, o negócio era história em quadrinhos eróticos (quando tínhamos acesso) e as maravilhosas ilustrações americanas das Pin-ups dos meados do seculo XX.

Se Amélia era a mulher de verdade, eu e alguns amigos colecionávamos e adorávamos aquelas “verdadeiras” maravilhas da natureza. Com as medidas proporções com o mito de Pigmaleão que ao tentar reproduzir a mulher ideal se apaixonou e casou por uma estátua que esculpira, conheci alguns colegas que iam quase a lágrimas ou a porrada se uma ilustração daquela era perdida ou rasurada.

















Pin-up  era caracterizada por uma modelo cujas imagens sensuais produzidas em grande escala (calendários e porters) exerciam um forte atrativo na cultura pop. Geralmente modelos e atrizes famosas consideradas sex symbols eram inspirações para as pin-ups. 

As pin-ups apontaram para um padrão de beleza que contrapõe as gordinhas do século XIX, e que influenciam os critérios das aparências até os dias atuais.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013


Ancora da CBS responde ao vivo telespectador que a chamara de gorda



Este vídeo vale a pena ser assistido porque demonstra uma indignação contra a convivência com as diferenças, a opressão por ser diferente. É algo que precisa ser mostrado aos nossos filhos para que não cresçam humilhando, desprezando e violentando psicologicamente as pessoas, apenas porque não se enquadram em determinados padrões.

Abs,

Erinaldo

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


José Angelo Gaiarsa - O corpo em movimento



Eis um depoimento que se coaduna com o que penso sobre a educação. Vale a pena assistir e refletir...

Abs,

Erinaldo

sábado, 5 de janeiro de 2013


Fotógrafo faz ensaio para exaltar beleza de mulheres obesas

Longe de corpos magérrimos que ganham as passarelas, o fotógrafo italiano Yossi Loloi fez um ensaio que mostra o oposto aos padrões de beleza ditados pela moda e exalta as curvas de mulheres com obesidade mórbida Foto: Divulgação

Longe de corpos magérrimos que ganham as passarelas, o fotógrafo italiano Yossi Loloi fez um ensaio que mostra o oposto aos padrões de beleza ditados pela moda e exalta as curvas de mulheres com obesidade mórbida.

Projeto chamado de FullBeauty traz fotos sensuais de mulheres que pesam entre 190 e 270 kg Foto: Divulgação

Projeto chamado de FullBeauty traz fotos sensuais de mulheres que pesam entre 190 e 270 kg

A intenção, segundo Yossi, é mostrar que existe uma \"liberdade de gostos\" Foto: Divulgação

A intenção, segundo Yossi, é mostrar que existe uma "liberdade de gostos"

Essa não é a primeira em que Loloi mostra sua admiração por mulheres grandes Foto: Divulgação

Essa não é a primeira em que Loloi mostra sua admiração por mulheres grandes

Em 2006, o fotógrafo fez o ensaio Super-Sized Big Beautiful Women (\"Mulheres grandes e lindas de tamanho super\", em português), que mostrava modelos com os mesmos padrões Foto: Divulgação

Em 2006, o fotógrafo fez o ensaio Super-Sized Big Beautiful Women ("Mulheres grandes e lindas de tamanho super", em português), que mostrava modelos com os mesmos padrões

\"Retrato o que essas mulheres representam para mim. Me concentro na sua feminilidade como uma forma de protesto contra a discriminação estabelecida pela mídia e sociedade de hoje\", disse o fotógrafo Foto: Divulgação

"Retrato o que essas mulheres representam para mim. Me concentro na sua feminilidade como uma forma de protesto contra a discriminação estabelecida pela mídia e sociedade de hoje", disse o fotógrafo

\"Para mim, mulheres obesas têm apenas uma forma diferente de beleza\", disse Foto: Divulgação

"Para mim, mulheres obesas têm apenas uma forma diferente de beleza", disse

Fotógrafo Yossi Loloi exalta beleza de mulheres obesas em ensaio Foto: Divulgação

Fotógrafo Yossi Loloi exalta beleza de mulheres obesas em ensaio

Fotógrafo Yossi Loloi exalta beleza de mulheres obesas em ensaio Foto: Divulgação

Fotógrafo Yossi Loloi exalta beleza de mulheres obesas em ensaio

No hay comentarios:

Publicar un comentario en la entrada